Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Bom verão para todos vocês!


O autor desta fotografia, Juca Filho, acompanhou-a com estes versos de uma canção do cantor brasileiro Caetano Veloso. Que vontade dá esta fotografia de irmos dar um mergulho, não dá?

O amor não é mais
do que o ato
da gente ficar
no ar
antes de mergulhar.

Hoje é o último dia de aulas. Começam as férias de verão, as férias grandes. Com estes versos despeço-me de todos vocês até ao mês de setembro. No meio há umas boas semanas para dedicar ao lazer, à conversa, aos amigos, ao nada, à leitura (não se esqueçam de ler, há muito tempo!), tanta coisa! 

E aqueles que ficaram com cadeiras chumbadas, pronto, devem estudar, devem encontrar esse espaço para dedicar ao estudo. Depois, nos testes de setembro, para a frente! Vão entrar, nessa altura, em 1º de Bachillerato. Tão crescidos!

Boas férias grandes, bom verão!


E despedida com música. Trem das onze, uma canção composta pelo grande Adoniran Barbosa, e  interpretada por Ivete Sangalo com Demônios da Garoa. E assim aprendem também que o comboio de Portugal é o trem do Brasil:

TREM DAS ONZE

Não posso ficar
nem mais um minuto com você.
Sinto muito amor,
mas não pode ser.
Moro em Jaçanã,
se eu perder esse trem
que sai agora às onze horas,
só amanhã de manhã.

Além disso, mulher,
tem outra coisa,
minha mãe não dorme
enquanto eu não chegar.
Sou filho único,
tenho minha casa para olhar.







terça-feira, 19 de junho de 2012

Upa!


Aristagoras é o autor deste gif animado. Alguém sabe, pelo nome, de onde poderia ser Aristagoras?


Um desenho de Júlio César F. Belo



Desenho de banda desenhada de Júlio César F. Belo, brasileiro. Este jovem está a tomar um café, um cafezinho. Será o café da manhã?

Os portugueses dizem tomar o pequeno-almoço, e os brasileiros dizem tomar o café da manhã.

O que é um boto?


O boto é um mamífero da ordem Cetacea, nativo da Amazônia e das costas do Atlântico e Pacífico, parecido com um golfinho. Os botos são dos poucos únicos mamíferos dessa ordem vivendo exclusivamente em ambientes de água doce, sendo considerados por alguns zoólogos como as espécies atuais mais primitivas de golfinhos.


Uma lenda amazónica

Diz uma lenda amazônica que o boto se transforma e vai às festas da região, ele vira um homem bonito e forte, um caboclo vestido de branco, bronzeado e muito perfumado que convida as moças para dançar e depois as seduz, mas o boto nunca tira o chapéu para esconder seu segredo, um buraco na cabeça por onde ele respira, ele também toma muito cuidado para ir embora das festas antes do amanhecer.

Por isso, toda a donzela era alertada por suas mães para tomarem cuidado com flertes que recebiam de belos rapazes em bailes ou festas. Por detrás deles poderia estar a figura do Boto, um conquistador de corações, que pode engravidá-las e abandoná-las.

A lenda serve como pretexto para moças justificarem a gravidez sem casamento. "Foi o boto", dizem.

Comparação do tamanho do boto relativamente a uma figura humana





segunda-feira, 18 de junho de 2012

Para onde é que vamos neste verão?

Fotografía de InVa10


Lá isso é! Para onde? Apanhamos um comboio, por exemplo, e vamos ver o mar, ou vamos à montanha, à terra dos pais, ou sei lá, ficamos a passear pela cidade... O horizonte espera por vocês, rapazes e raparigas.



Areias cor-de-rosa no mais antigo deserto do mundo


 Eric Lafforgue é o autor desta fotografia tirada no deserto da região do Namibe, em Angola. Na página dele os textos estão em inglês. Não se importam, pois não? Podem praticar o vosso inglês lendo as palavras que acompanham esta fotografia.

South of Lubango lies a desert along the coast which lead to the tribes. Some parts are all pink. We were supposed to cross it in few hours, it took the whole day, as the sand was too soft, and the 4 wheels too heavy!

Na revista GEO lemos o seguinte:

Namibe, um mar de areia da Namíbia, sudoeste da África, é o mais antigo deserto do mundo - e um dos lugares mais inóspitos. Ali sobrevivem - nas condições mais extremas - apenas animais e plantas adaptados graças a engenhosos processos milenares







sexta-feira, 15 de junho de 2012

Café de subúrbio (António Manuel Couto Viana)




CAFÉ DE SUBÚRBIO (9)

Zás! Entrou de rompante, sem licença!
Correu as mesas de nariz no ar,
Houve, na malta, uma alegria imensa
E uma senhora dona quase a desmaiar.

Os empregados dão-lhe caça,
Ele esquiva-se, esconde-se, ajudado
Pela malta. É um soberbo cão de raça,
Esbelto e bem tratado.

Fugiu à trela da dependência.
Por uns instantes (mais não terá!),
Escapa ao jogo da obediência,
Ao imperativo do aqui-já!

Depois dos caçadores haverem desistido,
Afagado e feliz,
Comeu um bolo, lento, estirado ao comprido,
E saiu quando quis.

(Com que emoção,
No circunspecto da minha idade,
Vivi, na fuga daquele cão,
A sensação de liberdade!)

António Manuel Couto Viana




A febre da copa (Eduardo Arruda)


Isto é do ano 2006, mas não se importam, pois não? Eduardo Arruda fez estes quadrinhos. Mas como, pelos visto, há futebol outra vez, acho que fica bem aqui...




quinta-feira, 14 de junho de 2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

"Tudo o que dorme é criança de novo" (Fernando Pessoa)

 Desenho de Kidatocha

E agora, um bocado de prosa de Fernando Pessoa:

Tudo o que dorme é criança de novo. Talvez porque no sono não se possa fazer mal, e se não dá conta da vida, o maior criminoso, o mais fechado egoísta é sagrado, por uma magia natural, enquanto dorme. Entre matar quem dorme e matar uma criança não conheço diferença que se sinta.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

quarta-feira, 6 de junho de 2012

"O livro é..." (Padre António Vieira)



"O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive."

Padre António Vieira (1608-1697) foi um religioso, escritor e orador português da Companhia de Jesus. 



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Cipreste do Príncipe Real luta pela vida

 Fotografia de Paulo Guerra

Cipreste-português (Cupressus lusitanica) cuja copa é referida na wiki como tendo 23 metros de diâmetro.


Cipreste do Príncipe Real luta pela vida aos 140 anos de idade

28.05.2012

Ana Henriques

Aos 140 anos de idade, o grande cipreste do jardim do Príncipe Real, em Lisboa, luta por se manter vivo. Às mazelas próprias da idade juntam-se as malfeitorias dos vândalos, que já chegaram a incendiar o interior do tronco, e os ataques cíclicos de piolhos.
Ninguém sabe se a árvore, que está classificada desde 1940, irá sobreviver. "Se conseguir fazer um novo lançamento de folhas no Outono, é provável que sim", diz a coordenadora do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida, Filomena Frazão Caetano, admitindo, no entanto, que o estado do cipreste é preocupante. Desde 1996 que esta instituição ajuda a Câmara de Lisboa a cuidar do seu património vegetal. Os especialistas da Autoridade Florestal Nacional também não se mostram optimistas. "Fez-se tudo o que foi possível, mas não se podem pedir milagres. Tal como os idosos, a árvore começa a revelar problemas de saúde próprios da idade", observa o vice-presidente deste organismo, João Soveral, ressalvando: "Não quer dizer que vá morrer".

A notícia completa no Público.