Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Chegou a hora



Pois é, chegou a hora de nos despedirmos até ao próximo ano. Estão muito tristes? Ai, que pena! Estou a brincar...




Aproveitem o tempo nestas férias do Natal. Há muito... E tenham uma boa entrada em 2016!






Gerson (Blogue "Só falo do que não sei")



Achei este texto no blogue Só falo do que não sei. Espero que gostem e apreciem.


GERSON

Gérson, do 9º ano, tirou outra positiva. Desta vez a Ciências.

- “Yesssss! Mais cinco euros”

- “Mas porquê isso, Gérson?”

- “A minha avó dá-me cinco euros por cada positiva que eu tirar.”

- “Mas então porque tiras tão poucas? “

- “É que os professores também não ajudam muito… O Setor ganha bem?”

- “Nem por isso, Gerson. A minha avó já morreu e…”

- “Quer ganhar uns trocados? O negócio é o seguinte. Por cada positiva que os profes me derem, ganham 40 por cento dos cinco euros que a minha avó desempochar. Eu fico com os outros 60 por cento.”

- “Negócio fechado” - disse o professor – e foi, no intervalo, contar aos colegas a conversa que tivera com o Gérson. Estes riram do desplante do aluno e esqueceram o incidente.

Acontece, porém, que o Gérson arrancou, na segunda ronda de testes, mais positivas do que na primeira. Na verdade, quase triplicou o seu sucesso académico, tendo feito outro tanto com o seu sucesso económico, evidentemente. Como prometido, e acossado pelo seu impoluto sentido de justiça e hombridade (e também por causa da nota em atitudes e valores), o Gérson tem vindo a apresentar-se, no início das aulas, a todos os professores que lhe deram nota positiva. Traz a cada um deles uma redondíssima moeda de dois euros, que faz rodopiar alegremente sobre a secretária.

- “Tome, é sua! E muito obrigado”

Para seu espanto, nenhum professor aceitou o pagamento contratado, facto que o Gérson atribuiu à taralhoquice dos profes, já demasiado velhos na maioria dos casos, taralhoquice essa certamente provocada pelo barulho dos corredores, pelos cortes salariais, por terem perdido o sentido do valor do dinheiro ou pela tal burocracia de que tanto se queixavam sempre e de que o Gérson não fazia ideia que coisa fosse...

O sentido de justiça e hombridade do Gérson foi momentaneamente escoriado mas logo se recompôs. Os golpes morais, nestas idades, apagam-se com alguma facilidade e Gérson, sem grandes constrangimentos, arrecadou também a comissão destinada aos docentes…

Em casa do Gérson, uma avó preocupada:

- “Oh, Gerson, vê lá não andes a estudar demais, filho. Isso pode fazer-te mal. Vá, deixa o computador e vai espairecer um pouco com os teus amigos…”





Filho de peixe sabe nadar



Filho de peixe sabe nadar é um provérbio português.


O que significa? "diz-se dos filhos que herdaram boas qualidades dos pais."




Os pratos típicos de Natal em Portugal por região

Bacalhau da consoada



OS PRATOS TÍPICOS DE NATAL EM PORTUGAL REGIÃO


1. Trás os Montes e Alto Douro

Consoada: aqui impera o bacalhau ou o polvo cozido, ambos servidos com batatas e couve portuguesa também cozidas.
Dia de Natal: o almoço deste dia especial começa com uma canja rústica de galinha, seguida de um belo assado de peru, leitão, borrego ou porco.
Doces: nestas mesas vai encontrar as famosas migas doces, filhós de jerimú/abóbora-menina, passas e frutos secos.


2. Entre Douro e Minho

Consoada: a noite mais longa começa com um saboroso bacalhau ou polvo cozido, servido com batatas e couve portuguesa também cozidas; depois, até ao final da noite, bebe-se um reconfortante vinho quente, adoçado com mel e aromatizado com pau de canela.

Dia de Natal: ao almoço come-se uma fantástica “roupa velha”, que é um prato típico de Natal feito com os restos do jantar da consoada, normalmente bem regados de azeite refogado com alho; ao jantar come-se peru assado recheado com creme de castanhas.
Doces: nesta região, Natal não seria Natal sem umas decadentes rabanadas, que tendem a ser servidas com calda de açúcar ou doce de ovos; imprescindíveis são também a aletria, os bolinhos de bolina, os mexidos de leite ou vinho e os frutos secos (amêndoas, avelãs, figos e passas).


3. Beiras

Consoada: rei e senhor do nosso país, também no Natal das Beiras impera o bacalhau cozido com batatas e couve.
Dia de Natal: ao almoço serve-se um suculento cabrito assado no forno, acompanhado de batatinhas igualmente assadas.
Doces: apesar das rabanadas e dos sonhos, o nosso destaque nesta região vai para as originais filhós do joelho, que são tendidas precisamente nesse osso, o que lhes garante uma forma única, e para o bolo torto, que é confecionado com a mesma massa das filhós.


4. Estremadura

Consoada: sem grande surpresa, mantém-se um dos pratos típicos de Natal português, o bacalhau cozido com todos.
Dia de Natal: também aqui, o almoço de Natal é dominado pelo cabrito assado no forno, com deliciosas batatinhas assadas.
Doces: na Estremadura, as rabanadas dão lugar às fatias douradas, que chegam na companhia da aletria, broas de batata doce, filhós e azevias.


5. Alentejo

Consoada: antigamente, a estrela do noite era o galo, mas agora a região alentejana rendeu-se também ao bacalhau cozido com couve.
Dia de Natal: para este almoço tão especial, é preparado um saboroso peru, recheado com as famosas carnes e enchidos alentejanos.
Doces: nestas mesas vai encontrar azevias de grão ou batata doce e coscorões, mas a nossa preferência vai para o carolo, que é um doce tradicional feito com bolinhas de massa de pão, canela e açúcar, depois cozinhadas no forno e polvilhadas de açúcar.


6. Algarve

Consoada: contrariamente ao Alentejo, o Algarve ainda não abdicou do galo na noite de Consoada; no entanto, temos de realçar que o bacalhau já lhe começa a fazer sombra.
Dia de Natal: ao almoço serve-se um apetitoso peru recheado e assado no forno.
Doces: delicie-se com umas empanadilhas, uma variação das famosas azevias, com broas de milho e com as inevitáveis rabanadas e filhós.


7. Madeira

Consoada: afastando-se completamente das tradições do Continente, na consoada da Madeira comem-se as espetadas típicas da ilha.
Dia de Natal: o almoço começa com uma canja de galinha, servindo-se de seguida uma fantástica carne de porco aos cubos, temperada em vinha-de-alhos e servida com migas feitas de pão e legumes.
Doces: apostando especificamente nos bolos, no Natal madeirense encontrará o bolo de família, o bolo de mel da Madeira e o bolo de noz ou de abóbora; para rematar, estão sempre presentes os deliciosos licores da região.

8. Açores

Consoada: nesta época, nos Açores, a galinha é a grande estrela, sendo servida assada, guisada ou em canja.
Dia de Natal: para este almoço especial, além da omnipresente galinha, podem ainda servir-se outras carnes, como porco ou vaca.
Doces: rabanadas, bolos secos variados, arroz doce e muitos licores – de realçar que os últimos costumam ser feitos em casa e que existe a tradição de visitar os vizinhos para provar as suas bebidas artesanais.


(Fonte: ekonomista)


A fábula da rã e do escorpião (Esopo)



Reparem nisto: a versão original desta fábula foi criada pelo grego Esopo há quase 3000 anos (ele viveu entre o século VII e o VI a.C.) Os autores gregos e romanos, os clássicos, continuam vivos e a dar-nos lições muitos séculos depois.


A RÃ E O ESCORPIÃO

O rio transbordava e a sua corrente era de tal maneira forte que o escorpião jamais se atreveria a atravessá-lo. Porém, no sítio onde se encontrava, eram escassas as suas possibilidades de sobrevivência. Só um animal habituado a lidar com a corrente poderia salvar o escorpião. Mas quem se atreveria a confiar nele? O escorpião medita e percebe que só um milagre impedirá que esteja perdido.

Nisto o escorpião vê uma rã que se prepara para atravessar este caudal violento e, na sua aflição, não hesita em pedir-lhe socorro. A rã acede sob condição do escorpião respeitar o seu gesto altruísta e não a ferrar com o seu letal veneno. O escorpião aceita o pedido da rã, mais que legítimo, e monta-se sobre o seu dorso podendo assim atravessar o rio.

Porém, já perto da outra margem, o escorpião cravou o ferrão na bem-intencionada rã que em voz débil lhe perguntou: “Como foste capaz de me fazer isto depois de tudo o que eu fiz para te ajudar? Não vês que vou morrer?"

O escorpião fita a rã e diz-lhe: “Que queres? Está na minha natureza!..”


Agora, acrescento parte do comentário que fez a autora do blogue onde achei este texto. Leiam e pensem um bocado, reflitam...

"Eu própria me remonto à minha infância quando um dia perante a insistência duma garota pobre, com quem brincava, lhe ofereci um dos meus melhores vestidos que deixei que ela escolhesse entre os que tinha no meu roupeiro. Ela agradeceu-me e levou-o pressurosa para casa. Depois reuniu-se a mais uns garotos de rua e esperou-me num sítio por onde eu passava e deram-me uma tareia. Isto porque, segundo dizia a Carmo (assim se chamava a garota), eu tinha vários vestidos e apenas lhe tinha dado aquele.

Eu era criança e na altura senti uma mágoa sem limites que me marcou por toda a vida embora hoje até me dê com a Carmo e até compreenda o ponto de vista dela. Porém e apesar da mágoa, isso não me afastou daquilo que considero correcto."


(Versão e comentários lidos no blogue Silêncio culpado: "A fábula e a vida" )



Esopo na Infopédia



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

A consoada



Vamos ver o que nos diz a Infopédia desta palavra:


consoada

1. ceia em família, na noite do Natal

2. presente que se dá pelo Natal

E agora o que nos conta a Wikipédia:

A Consoada é celebrada em Portugal, na noite do dia 24 de Dezembro, a véspera de Natal. Esta tradição leva as famílias a reunirem-se à volta da mesa de jantar, comendo uma refeição reforçada. Por ser uma festa de família, muitas pessoas percorrem longas distâncias para se juntarem aos seus familiares.

A origem do nome “Consoada” vem do Latim "consolata", de "consolare", "consolar".

Na tradição católica os fiéis participavam, ao final da noite, na Missa do Galo.

Segundo a tradição portuguesa, a Consoada consiste principalmente em bacalhau cozido, seguido dos doces, como aletria, rabanadas, filhoses e outros doces. Em algumas regiões do país (principalmente no Norte), o polvo guizado com couves e batatas também consta da mesa de Natal. Em Trás-os-Montes, peru no forno, canja de galinha e assados de borrego, porco ou leitão também marcam o Natal, enquanto na Beira Alta, o cabrito é uma tradição. No Alentejo e no Algarve, o peru recheado assado são pratos que podem constar das mesas.

Em Portugal, depois da Consoada, é tradição fazer a distribuição dos presentes de Natal.




Refugiados de onde? E de quando?



A fotografia é antiga, bem sei... De que nacionalidade é que serão esses refugiados? Essas caras de desespero, medo, fome... são exatamente iguais às dos refugiados que temos visto nos últimos meses nas televisões, nos jornais... E de que é que fogem? Como quase sempre acontece, como hoje. E também estamos numa fronteira, ou a caminho dela, para tentar salvar a vida.

Essas crianças...

Se eu disser que a fotografia foi tirada em 1939, ajuda a saber alguma coisa, alunos do 4º ano, os mais velhos da ESO?

Pensem um bocado nisto tudo nos dias que se aproximam em que a felicidade parece ser obrigatória.















quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

As refeições do dia, pois!




o pequeno-almoço — tomar o pequeno-almoço

o almoço — almoçar

o lanche — lanchar

o jantar — jantar





A Lisboa romana debaixo dos pés

Reconstituição virtual 3D da cidade romana de Olisipo (Lisboa) por César Figueiredo


Esta notícia é do mês passado, mas vale a pena conhecer.



Há um documentário que desvenda parte da Lisboa romana por debaixo dos nossos pés

Inês Boaventura

29/11/2015 - 09:00

O documentário Fundeadouro Romano em Olisipo, de Raul Losada, inclui uma recriação em três dimensões da cidade na época romana. O ponto de partida para o trabalho foi uma notícia do PÚBLICO sobre escavações arqueológicas na Praça D. Luís I.

A descoberta de um fundeadouro romano no subsolo de Lisboa, feita pelos arqueólogos durante a construção de um parque de estacionamento na Praça D. Luís I, deu origem a um documentário. Com esta obra, que inclui uma recriação em três dimensões de Olisipo, Raul Losada quer dar a conhecer a cidade com cerca de dois milénios que se esconde debaixo dos nossos pés.

O documentário Fundeadouro Romano em Olisipo, apresentado como “um projecto de divulgação do património arqueológico”, foi exibido pela primeira vez em Outubro, no Museu Nacional de Arqueologia (MNA). Depois disso, o filme com 55 minutos foi também projectado na Ordem dos Arquitectos e no Museu Marítimo de Ílhavo.

(...)


A notícia completa no jornal Público. Vamos clicar para ver algumas imagens do documentário. Ou também, podemos fazê-lo neste link de Vimeo: "Olisipo 3D" de César Figueiredo.






Há dois lados para cada história



Ou depende, se calhar mais...





quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

"Tu, você, o senhor, a senhora"



Retirámos isto do Consultório do Ciberdúvidas a respeito de certa confusão de alguns alunos, que tratavam amigos por você quando lhes escreviam uma carta


Tu. - Tratamento entre amigos do mesmo nível social e entre os quais não há muita diferença de idade. Os filhos estão começando a tratar os pais por tu. Há anos atrás, tratavam-nos por pai e mãe, geralmente.

Você. - Tratamento mal aceite nalgumas regiões de Portugal e por algumas pessoas. Não é conveniente ser usado por um estrangeiro, porque é vulgar usá-lo pessoa de categoria superior para pessoa de categoria inferior. Mas também se usa entre pessoas do mesmo nível.

O senhor/A senhora. - Tratamento que um estrangeiro pode usar. É uma forma de tratamento geral. E então dirá: o senhor...; a senhora...; minha senhora,...

É uma forma de tratamento entre pessoas que não se conhecem ou entre as quais não há intimidade.

Entre pessoas que se dão bem, também há o tratamento pelo nome:

- Ó João, empreste-me esse livro.

- Ó João, empreste-me esse livro, se faz favor.

Na escola, os professores tratam os alunos por tu.


(Fonte: "Tu, você, o senhor, a senhora", Ciberdúvidas - 15 de setembro de 1998)




segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Promontório de Sagres distinguido com a Marca do Património Europeu

Fotografia de Daniel Rocha


Promontório de Sagres distinguido com a Marca do Património Europeu

Foi divulgado, no dia 2 de dezembro de 2015, pela Comissão Europeia o relatório do painel de peritos recomendando o Promontório de Sagres para receber a distinção da Marca do Património Europeu.


Entre 18 candidaturas pré-selecionadas pelos Estados – Membros, um painel de peritos independente selecionou os 9 sítios hoje propostos, que serão formalmente designados em Fevereiro de 2016, decorrendo a cerimónia de atribuição em Abril, em Bruxelas. Em 2014 foi atribuída a Marca do Património Europeu à Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e à Carta de Lei de Abolição da Pena de Morte em Portugal – 1867 (Arquivo Nacional da Torre do Tombo).


(Direção-Geral do Património Cultural)




A notícia no jornal Público começa assim:

Sagres é agora Património Europeu e vai dar a ouvir os sons do mar em terra
Idálio Revez

13/12/2015 - 09:39

O ponto “D” (de descoberta) em Sagres chama-se agora “Voz do Mar”. O som, capaz de pôr os deuses a sonhar, vem do interior uma gruta com mais de 50 metros de profundidade. À superfície, uma obra do arquitecto Pancho Guedes, em forma de orelha, é o novo marco na paisagem.

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Para outro dia vemos mais imagens deste belo promontório e aprendemos alguma coisa sobre ele.





Como é que se chama esta fruta tropical?



A flor e o fruto de...? Podiam responder nos Comentários.






Um diálogo sobre o tempo



Coisas que acontecem quando não temos nada, nada, sobre o que dizer alguma coisa. O estado do tempo ajuda muito...



Sobre o tempo...

Felipe - Tempo maluco né?
Gilberto - Putz, nem me fale
Felipe - Será que hoje chove?
Gilberto - Tá com cara né?
Felipe - Pois é...
Gilberto - Fogo...
Felipe - ...
Gilberto - ...
Felipe - Mas amanhã deve fazer sol.
Gilberto - Espero que sim né?


(Falta de assunto...)


Felipe Miranda em Diálogos de um amigo imaginário


Nota. O né? brasileiro é como o não é? português. Já vimos uma vez num Ai do escritor brasileiro Dalton Trevisan.




sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Os vampiros (Sérgio Godinho)



Quem serão estes vampiros de que fala a canção de José Afonso que interpreta aqui Sérgio Godinho? Fala de uns tempos escuros, difíceis... E agora mais uma pergunta: os tempos que hoje vivemos são muito diferentes? O que é que vocês acham?


OS VAMPIROS

No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vêm em bandos
Com pés de veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada

A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada

No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada

São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo ( bis )
E não deixam nada



A versão original de Zeca Afonso




"Carta para o teu melhor amigo / amiga"



Olá R',

Estamos juntas há quase 5 anos e têm sido ótimos anos. Estiveste sempre comigo nesse tempo e apesar de todos os altos e baixos foram bons tempos. Aturar-te durante 5 anos tem sido uma tarefa difícil mas tenho que admitir que é um privilégio saber que tive um papel importante em parte da tua infância/juventude.

Estamos sempre a discutir e passados 5 minutos conseguimos nos rir de simples coisas que mais ninguém entende. Temos um nível de amizade bastante elevado e eu sei bem que posso contar contigo. Estou aqui a escrever-te para que tu saibas (ainda mais) o quão importante a nossa amizade é para mim e apesar das duras palavras que dizemos uma à outra enquanto estamos chateadas, no fundo ambas sabemos que a nossa amizade é uma das amizades mais fortes e divertidas que alguém alguma vez pode ter. Por vezes essas palavras conseguem magoar e acabamos mesmo por pensar se realmente alguma de nós sente mesmo aquilo que disse mas acabamos por nos aperceber da realidade.

Espero que estes quase 5 anos se prolonguem para uns 10, 20 ou 30 anos e consigamos até viver a nossa reforma em conjunto!

Abby

(Retirado do Blogue da Abby)




Nota do Professor. "Carta para o teu melhor amigo / a tua melhor amiga" para o título ficar melhor.




quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pronome pessoal em adjacência verbal


Vamos revisar, e praticar. Ah, e por enquanto não precisam de aprender o que se vê no slide número 5.






Onde será que fica esta casa?



Não sei, não faço ideia (reparem nestas palavras porque dão muito jeito!, quer dizer "vienen muy bien"). Cidade ou país, não sabemos mas não faz mal. E de certeza que a esta fachada não fica mal o desenho.

Gostam ou não gostam? Os primeiros podem dizer aos segundos: Gostos não se discutem. Pronto. Acabou a discussão.





Miguel Esteves Cardoso e a saudade





Miguel  Esteves Cardoso (Lisboa, 1955) é um crítico, escritor e jornalista português.


Havemos de falar da saudade neste ano, e como dizer "echar de menos" para não o dizer na nossa língua, claro, mas em português. Por enquanto, quem não saiba, pode aprender agora a dizer isto:

Tenho tantas saudades tuas!





quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Muitas vezes só vemos o que está por perto



Uma tira de ryotiras que nos chega do Brasil. Em Portugal podia ser assim: "Toda a gente usa (ou veste) camisola verde".

O autor tem muita razão. Há coisas bem diferentes um bocado mais longe e não reparamos.





sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Escher - Relatividade (1953) e Noite e dia (1938)



Maurits Cornelis Escher (1898 — 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.


Aqui, uma outra obra dele no blogue: Outro mundo



Noite e dia (1938)




terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Sintra, Paisagem Cultural - Património da Humanidade



Há quase dez anos, no dia 6 de Dezembro de 1995, a UNESCO atribuiu a Sintra o galardão de Paisagem Cultural - Património da Humanidade. Este é o vídeo que acompanhou essa candidatura.



Sintra fica perto de Lisboa e perto do mar