Ouguela (Alentejo, Portugal) em baixo; Alburquerque (Badajoz, Espanha) ao fundo.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Portugal em 150 segundos - Elvas



A vizinha cidade de Elvas. Vocês terão estado lá muitas vezes com os pais, mas conhecem bem? De certeza que nunca a viram desta maneira.




sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Bem-vindos todos ao ano letivo 2017-2018!



O que acontece com o tempo? Passa, nunca deixa de o fazer e aqui estamos mais uma vez, num novo início do ano letivo.

Desta vez é o ano 2017-2018 e recebemo-lo com Baiana, música de Leandro Roque de Oliveira, mais conhecido pelo nome artístico Emicida, que é um rapper e produtor musical brasileiro, considerado uma das maiores revelações do hip hop do Brasil nos últimos anos.

(Wikipédia)




Chance: no português de Portugal, oportunidade.


Os baianos são os nascidos no estado brasileiro da Baia.






segunda-feira, 19 de junho de 2017

Boas férias grandes para todos!

Virginia Mori


É mais fácil e alegre e agradável despedir-se com música! Chegou o final deste ano letivo 2016-17 e nem tivemos tempo de nos despedir!

Fica aqui a despedida, meus caros alunos. Boas férias grandes para todos e tentem arranjar momentos para a leitura, esses bons momentos. Aproveitem o tempo, que foge mesmo...

A música tem 10 anos (já passaram dez anos, nem posso aceditar!😃), mas as boas canções estão tão vivas como esta dos Tribalistas (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown): Já sei namorar. Vamos lá cantar com eles!






quinta-feira, 15 de junho de 2017

Saramago e a criança que foi



Quero é recuperar, saber, reinventar a criança que eu fui. Pode parecer uma coisa um pouco tonta: um senhor nesta idade estar a pensar na criança que foi. Mas eu acho que o pai da pessoa que eu sou é essa criança que eu fui. Há o pai biológico, e a mãe biológica, mas eu diria que o pai espiritual do homem que sou é a criança que fui.

(Público, Lisboa, 14 de Outubro de 1998)






terça-feira, 13 de junho de 2017

Para ser grande, sê inteiro: nada (Pessoa / Reis)




Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

14-2-1933

Ricardo Reis , heterónimo de Fernando Pessoa




Pequeno vídeo de um excerto do poema "Para ser grande" de Ricardo Reis (Fernando Pessoa) animado com recurso à técnica Stop Motion . Projecto desenvolvido no âmbito de uma UC da Pós Graduação em Tecnologias da Comunicação e Inovação Empresarial (ISCAP 2012).




segunda-feira, 12 de junho de 2017

Uma casa de Eduardo Souto Moura no Porto



Eduardo Souto de Moura (Porto, 1952) é um arquitecto português.

(...) É um dos expoentes máximos da chamada Escola do Porto,vencedor do Prémio Pritzker em 2011. (...)


(Wikipédia)



quinta-feira, 8 de junho de 2017

O Dia de Portugal deste ano celebrado no Porto e no Brasil

O Presidente da República e o Primeiro Ministro portugueses
em Paris no passado 10 de Junho (Foto: Paulo Novais/Lusa)




Governo quer celebrar 10 de junho de 2017 no Porto e no Brasil

Dando continuidade à tradição inaugurada em 2016, com Paris, Executivo estará a preparar-se para levar 10 de junho ao Rio de Janeiro e São Paulo

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas vai celebrar-se no Porto, Rio de Janeiro e São Paulo em 2017. A notícia é avançada este sábado pelo jornal Público, que acrescenta que a festa vai beneficiar da diferença horária para começar em Portugal e terminar no Brasil.

Tal como aconteceu este ano, em Paris, o primeiro-ministro vai acompanhar o Presidente da República nas celebrações. Em 2016, o 10 de junho assinalou-se pela primeira vez fora do país, por iniciativa de Marcelo Rebelo de Sousa (...)

Notícia completa no Diário de Notícias (07-06-2017)


Pela nossa parte, acrescentamos que já em 2013, o Dia de Portugal foi celebrado na Extremadura pela primeira vez, como se pode ler aqui:

"Extremadura celebrará por primera vez el Día de Portugal"

(7 Días Extremadura, 03 de junio de 2013)




quarta-feira, 7 de junho de 2017

"Extremadura celebrará el Día de Portugal con actos culturales en muchas localidades"





Extremadura celebrará el Día de Portugal con actos culturales en muchas localidades.

Extremadura celebrará el próximo sábado 10 el Día de Portugal, de Camões y de las Comunidades Portuguesas con el desarrollo en varias localidades de numerosas actividades relacionadas con la música, el arte, la literatura, el cine, la gastronomía y la artesanía lusos.

Son actos que han sido coordinados por su Dirección General de Acción Exterior.

(...)

La noticia completa en eldiario.es (6-6-2019)


Toda la programación del Día de Portugal en Extremadura puede consultarse en la web http://www.euro-ace.eu/.




"É hora de arraial: estas são as Festas de Lisboa"



Como esta notícia foi publicada a 23 de maio, será preciso dizer que as Festas de Lisboa arrancaram a 1 de junho...


É hora de arraial: estas são as Festas de Lisboa

A 1 de junho arrancam as Festas de Lisboa. O programa desta ano inclui muitas iniciativas que prometem encher a cidade de música. Fique a conhecer os arraiais que se vão espalhar pela capital.

No mês de junho, a cidade de Lisboa transforma-se numa grande festa para celebrar o santo favorito de todos os lisboetas — Santo António. Surge um arraial em cada esquina e o cheiro a sardinha assada invade as ruas. As marchas desfilam pela Avenida da Liberdade, a música entra pelas casas e há um manjerico em cada varanda. Este ano não será diferente e não faltarão iniciativas e eventos para manter os lisboetas entretidos em junho.

Lisboa é, em 2017, a Capital Ibero-americana da Cultura e, por essa razão, este ano o desafio passou por procurar “potenciar cruzamentos e descobertas mútuas, cujos efeitos sejam visíveis para lá do período delimitado no calendário”, explicou a EGEAC, organizadora das Festas de Lisboa no programa oficial. “Atentos à diversidade do universo latino-americano e das diásporas que residem em Lisboa”, a programação, “multidisciplinar e democrática”, procurou por isso fundir diferentes sons e realidades, sem nunca esquecer a verdadeira identidade das Festas de Lisboa.

(...)

A notícia completa no Observador (23-05-2017)





sexta-feira, 2 de junho de 2017

O que dizem os abraços (José Luís Peixoto)



Juntar as pontas dos ombros e dar algumas palmadinhas nas costas não é um abraço. Escrever "abraço" no fim de um e-mail também não é um abraço. Indiferente ao desenvolvimento social e tecnológico, um abraço continua a ser duas pessoas que se juntam e se apertam uma de encontro à outra.

Esses rapazes que aparecem com cartazes a oferecerem abraços nos festivais de verão têm graça e talvez sejam bem-intencionados, mas fazem publicidade enganosa. Não são os abraços que provocam as ligações, são as ligações que provocam os abraços. Um abraço não é apenas duas pessoas que se juntam e se apertam uma de encontro à outra.

Um abraço tem muita importância.

Quando eu era uma criança, teria talvez uns nove ou dez anos, o meu pai deu-me um abraço na cozinha da nossa casa. Era de madrugada porque essa era a hora em que, naquele tempo, se saía da minha terra quando se ia para Lisboa. O meu pai tinha uma operação marcada no hospital, estava vestido com as roupas novas e tinha medo. Enquanto me abraçava, o meu pai chorou porque, durante um momento, acreditou que podia nunca mais me ver. Os braços do meu pai passavam-me pelos ombros, a minha cabeça assentava-lhe na barriga, sobre o pullover. A lâmpada que tínhamos acesa por cima da cabeça espalhava uma luz que amarelecia tudo o que tocava: a mesa onde jantávamos todos os dias, o ar que ali respirámos em tantas horas anteriores àquela, em tantas horas ignorantes daquela. O meu pai usava um aftershave muito enjoativo, barato, que alguém lhe tinha oferecido no Natal. Agora mesmo, consigo ainda sentir esse cheiro com nitidez absoluta.

A operação correu bem. Depois do susto, depois da convalescença, o meu pai voltou para casa com uma cicatriz grossa e roxa na barriga, ficava à vista quando a camisa lhe saía para fora das calças ou na praia, apesar de usar os calções exageradamente puxados para cima. Depois disso, tivemos direito a nove anos em que não voltámos a pensar em despedidas.s

Durante muito tempo procurei em toda a minha memória: as lembranças de quando regressou da operação ou, depois, quando tínhamos a mesma altura ou, mesmo depois, quando ficou doente pela última vez. Mas abandonei as buscas, não consigo recordar outra ocasião em que nos tenhamos voltado a abraçar. Essa madrugada na cozinha, a luz amarela, o aftershave, foi a única vez em que nos abraçámos na vida.

Não afirmo com leveza que um abraço tem muita importância. Há quinze anos que escrevo livros apenas sobre esse abraço.


José Luís Peixoto, in Notícias Magazine, 22 de novembro de 2015



quinta-feira, 1 de junho de 2017

O exame (Franz Kafka)

Um joven Franz Kafka


O Exame

Sou um criado, mas não há trabalho para mim. Sou medroso e não me ponho em evidência; nem sequer me coloco em fila com os outros, mas isto é apenas uma das causas de minha falta de ocupação; também é possível que minha falta de ocupação nada tenha a ver com isso; o mais importante é, em todo caso, que não sou chamado a prestar serviço; outros foram chamados e não fizeram melhor trabalho do que eu; e talvez nem mesmo tenham tido alguma vez o desejo de serem chamados, enquanto que eu o senti, às vezes, muito intensamente.

Assim permaneço, pois, no catre, no quarto de criados, o olhar fixo nas vigas do teto, durmo, desperto e, em seguida, torno a adormecer. Às vezes cruzo até a taverna onde servem cerveja azeda; algumas vezes por desfastio emborquei um copo, mas depois volto a beber. Gosto de sentar-me ali porque, atrás da pequena janela fechada e sem que ninguém me descubra, posso olhar as janelas de nossa casa. Não se vê grande coisa; sobre a rua, dão, segundo creio, apenas as janelas dos corredores, e além do mais, não daqueles que conduzem aos aposentos dos senhores; é possível também que eu me engane; alguém o sustentou certa vez, sem que eu lho perguntasse, e a impressão que se colhe, ao olhar para a fachada, assim o confirma. Apenas de vez em quando são abertas as janelas, e, quando isso acontece, é um criado que as abre, o qual, então, se inclina também sobre o parapeito para olhar para baixo um instantinho. São, pois, corredores onde não se pode ser surpreendido. Além do mais não conheço esses criados; os que são ocupados permanentemente na parte de cima, dormem em outro lugar; não no meu quarto.

Uma vez, ao chegar à hospedaria, um hóspede ocupava já o meu posto de observação; não me atrevi a olhar diretamente para onde ele estava a olhar e quis voltar-me sair pela porta, em seguida. Mas o hóspede chamou-me e, assim, então, percebi que era também um criado, que eu já tinha visto em qualquer parte, embora nunca tenha falado com ele.

- Por que queres fugir? Senta-te aqui e bebe. Eu pago.

Sentei-me, pois. Perguntou-me algo, mas não pude responder-lhe; não compreendia sequer as perguntas. Pelo menos eu disse:

- Talvez agora te aborreça o fato de me teres convidado. Vou-me, pois.

E quis erguer-me. Mas ele estendeu a mão por cima da mesa e manteve-me no meu lugar.

- Fica aí, disse. Isto era apenas um exame. Aquele que não responder às perguntas está aprovado no exame.

Franz Kafka



Franz Kafka (1883 - 1924)2 foi um dos maiores escritores de ficção do século XX. Kafka era de origem judaica, nasceu em Praga, Áustria-Hungria (atual República Checa), e escrevia em língua alemã. O conjunto de seus textos — na maioria incompletos e publicados postumamente —  situa-se entre os mais influentes da literatura ocidental





A camisa do homem feliz



Antes de começar a ler esta história, de que há diferentes versões, devem saber que a camisa de que aqui se fala era diferente da usada hoje em dia. Era uma peça de roupa interior.


A camisa do homem feliz

Certo rei, embora rico e poderoso, sentia-se muito infeliz. Como os melhores médicos do tempo não descobriram a razão, mandou chamar à sua presença o feiticeiro da corte e perguntou-lhe qual a maneira de pôr fim à sua desdita.

E como a situação era assaz complexa, o feiticeiro reuniu-se com colegas do mesmo ofício e fizeram


sacrifícios aos deuses bárbaros, em que acreditavam. Depois de muito meditarem, disseram ao Monarca:

― Senhor, se quereis ser feliz, deixai o reino e ide por esse Mundo, em busca de um homem verdadeiramente feliz que aceite ceder-vos a própria camisa. Só, então, Vossa Majestade deixará de se sentir infeliz.

E o rei partiu. Correu as sete partidas do Mundo, entrou em palácios reais e em choupanas humildes. Por toda a parte, ouvia queixumes, via correr lágrimas e sentia a presença inexorável da desgraça.

Regressava já, mais triste e desanimado, quando, num campo vizinho das fronteiras do seu reino, ouviu uma voz cantando alegremente.

Correu entusiasmado e deparou-se-lhe um pobre camponês que ceifava o centeio que havia de ser o pão da sua casa.

― Estás contente, bom homem?

― Pois não hei-de estar, Senhor, se tenho bons braços para trabalhar a terra que me sustenta e aos meus?!

― És, então, completamente feliz?

― Completamente feliz, meu Senhor.

― Pois poderás conhecer ainda maior felicidade, se me deres a tua camisa em troca de dinheiro e de muitas terras maiores e mais férteis do que esta, que te dá pouco centeio.

O campónio deitou para trás o barrete que trazia na cabeça, limpou o suor que lhe encharcava a testa e, após longa gargalhada, respondeu:

― É impossível o que me pedes, Senhor. Eu nunca tive camisa.




quarta-feira, 31 de maio de 2017

Paulo Ito desenha e pinta assim



Paulo Ito nasceu em São Paulo em 1978, Ele mesmo diz que quando tinha 3 anos começou a desenhar e nunca mais parou. Reparem um bocado.

A última fotografia foi tirada na Casa da Cultura de Espanha dessa cidade brasileira.










segunda-feira, 29 de maio de 2017

Belo, belo (Manuel Bandeira)



BELO BELO

Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Tenho o fogo de constelações extintas há milênios.
E o risco brevíssimo — que foi? passou — de tantas estrelas cadentes.

A aurora apaga-se,
E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.

O dia vem, e dia adentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.

Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Não quero o êxtase nem os tormentos.
Não quero o que a terra só dá com trabalho.

As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:
Os anjos não compreendem os homens.

Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.

— Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.


Manuel Bandeira



sexta-feira, 26 de maio de 2017

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A Ponte 25 de Abril vista de Alcântara



Alcântara é uma freguesia portuguesa do concelho de Lisboa, pertencente à Zona Ocidental da capital, com 5,07 km² de área e 13 943 habitantes. Densidade: 2 750,1 hab/km². O seu nome deriva do árabe al-qantara, que significa "ponte". Assim se chamava a ponte que atravessava a ribeira nessa área, que acabou por se chamar ribeira de Alcântara.

(Wikipédia)



Fotografia de Ricardo Silva Cordeiro.




segunda-feira, 22 de maio de 2017

"Sinto saudades de vez em quando..."



Meus caros alunos, lembram-se daquelas palavras que lemos de Fernando Pessoa?

"Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram"






sexta-feira, 19 de maio de 2017

Partido Alto - Ney Conceição - O Melhor de José Roberto Bertrami




Ney Conceição (baixo), Leonardo Amuedo (guitarra), Victor Bertrami (bateria), Luiz Otávio (piano), José Arimatéa (trompete), Paulo Levi (sax alto), Arlindo Dadada (percussão).




E tudo era possível (Ruy Belo)

Fotografia de Jorge Raimond


Que beleza a destes versos do poeta português Ruy Belo! Vamos ler bem, devagar, pensando no que o poeta diz, e reparem, por favor, nesse belo terceto final. E depois, vemos, ouvimos e lemos ao mesmo tempo este soneto.


E TUDO ERA POSSÍVEL 

Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar
das páginas dos livros que já tinha lido

Chegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar
da vida como se ela houvesse acontecido

E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio o não sei dizer

Só sei que tinha o poder duma criança
Entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer.







quinta-feira, 18 de maio de 2017

Almada Negreiros: uma obra em destaque V



Para conhecer melhor algumas das obras da exposição, a curadora Mariana Pinto dos Santos apresenta mais uma obra entre as mais de quatro centenas expostas nesta grande mostra.

José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno

Até 5 de junho

Galerias de Exposições Temporárias - Edifício Sede



José Sobral de Almada Negreiros GOSE (Trindade, São Tomé e Príncipe, 1893 — Lisboa, 1970) foi um artista multidisciplinar português que se dedicou fundamentalmente às artes plásticas (desenho, pintura, etc.) e à escrita (romance, poesia, ensaio, dramaturgia), ocupando uma posição central na primeira geração de modernistas portugueses. (Wikipédia)




quarta-feira, 17 de maio de 2017

Uma citação de Paula Rego



Pintora portuguesa radicada em Inglaterra, Paula Rego nasceu a 26 de janeiro de 1935, em Lisboa. Formou-se na Slade School of Art e, nos inícios dos anos 60 do século XX, foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. A sua primeira aparição perante o público lisboeta deu-se em 1961, na II Exposição da Gulbenkian, tendo o seu trabalho sido bem acolhido pela crítica. O surrealismo e o expressionismo influenciaram estes primeiros desenhos e colagens. Passou pelo movimento da pop art inglesa, conservando, contudo, uma temática muito pessoal.

(Segue na Infopédia)





terça-feira, 16 de maio de 2017

Nem eu (Salvador Sobral)



O cantor português Salvador Sobral tem mais canções, pois tem, como esta, que se intitula Nem eu:


NEM EU
 
Não fazes favor nenhum em gostar de alguém
Nem eu, nem eu, nem eu
Quem inventou o amor não fui eu
Não fui eu, não fui eu, não fui eu, nem ninguém

O amor acontece na vida
Estavas desprevenida e, por acaso eu também
E como o acaso é importante, querida
De nossas vidas a vida fez um acaso também

Não fazes favor nenhum em gostar de alguém
Nem eu, nem eu, nem eu
Quem inventou o amor não fui eu, não fui eu
Não fui eu, não fui eu, nem ninguém


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Alma(da) - Joana Fernandes



Achei esta mensagem no blogue de uma jovem de Almada, que fica em frente da cidade de Lisboa e pertence ao distrito de Setúbal, e que foi trabalhar um dia a Cabo Verde como professora. Ela chama-se Joana Fernandes.

Eu colei o texto tal e como ele aparece no seu blogue Escritos. Gostei do que ela escreve e, ainda por cima, fala de saudade... Como temos estado a ver o que é que isso é, ótimo achado!

Antes de começar a ler, uma definição da palavra estória, que vão encontrar no texto:  "Talvez por decalque do inglês "story" a palavra estória seja utilizada como sinónimo de narração curta, pequena historieta de entretenimento" (Ciberdúvidas)


Alma(da)
Passei hoje na cidade do costume com outros olhos. Na minha cidade. Olhos de ver. Parei. Hoje vi a minha cidade. Pus-me com olhos de ver na cidade que levo no coração para todo lado. No coração. A minha cidade, que tem alma e que pisca o olho a Lisboa.

Sentei-me no chão das estórias da história que passou por ali. Estórias que pintaram a Alma das cores que cheiram a Tejo. E sonhei.

Acordou-me a inveja da miúda que saltava à corda na rua. Saltava à corda, com a alma cheia de sorrisos despreocupados. Ia ficar ali todas as horas do mundo porque não sabia ver horas. E só tinha as horas todas do mundo. Todas as horas do mundo para ela, naquela cidade de ruas estreitas. Todas as horas do mundo para saltar à corda.
As luzes acenderam-se e a noite foi trazendo o vento. Vim a ver a rua e senti saudades. Saudades de quando um choro gritado era imperativo e panaceia, porque alguém resolvia o que fosse, ali, logo. Saudades do beijinho da mãe, que fazia a dor passar. Saudades da boca lambuzada de chocolates e gelado. Saudades de não saber ver as horas.
Saudades repetidas. E de mais gelados e de mais chocolate. Saudades de brincar, na calçada, onde esfolava os joelhos, até não haver sol. Saudades dos amigos imaginários com quem nunca mais falei.

Saudades de mim antes de ser este eu de agora. Saudades de me encontrar, perdida, na minha minha Almada. Que tem cheiro de poesia e de coisas a que os miúdos pequenos brincam.

Melancolia esquisita, de quem vai embora mas fica sempre, sempre, com uma fotografia bem dobrada dentro do peito.

Obrigada.

* * * * * * * * * * * * *

E agora damos mais um pulo: já fomos de Almada, em Portugal, na Europa, a Cabo Verde, na África; e daqui à América, ao Brasil, com Ana Carolina e Seu Jorge, que cantam para nós, Tanta saudade, composição de Chico Buarque e Djavan.







TANTA SAUDADE

Era tanta saudade
É, pra matar
Eu fiquei até doente
Eu fiquei até doente, menina
Se eu não mato a saudade
É, deixa estar
Saudade mata a gente
Saudade mata a gente, menina

Quis saber o que é o desejo
De onde ele vem
Fui até o centro da terra
E é mais além
Procurei uma saída
O amor não tem
Estava ficando louco
Louco, louco de querer bem

Yeah, tum tum tum, tumtumtumtum, yeah...

Mas restou a saudade
É, pra ficar
Ai, eu encarei de frente
Ai, eu encarei de frente, menina
Se eu ficar na saudade
E deixar
Saudade engole a gente
Saudade engole a gente, menina
Quis saber o que é o desejo
De onde ele vem
Fui até o centro da terra
E é mais além
Procurei uma saída
O amor não tem
Estava ficando louco
Louco, louco de querer bem
Quis chegar até o limite
De uma paixão
Baldear o oceano
Com a minha mão
Encontrar o sal da vida
E a solidão
Esgotar o apetite
Todo o apetite do coração

Tum tum tum, tumtumtumtum, yeah...

Ai, amor, miragem minha, minha linha do horizonte, é monte atrás de monte
é monte, a fonte nunca mais que seca
Ai, saudade, inda sou moço, aquele poço não tem fundo, é um mundo e dentro
um mundo e dentro é um mundo que me leva...

Yeah, tum tum tum, tumtumtumtum, yeah...


(Letra em Vagalume)


domingo, 14 de maio de 2017

Portugal ganhou o Festival de Eurovisão deste ano

Salvador Sobral a cantar em Kiev na noite de sábado


Já viram? Não era por acaso que estava entre as canções favoritas para ganhar Eurovisão.. e eis que ganhou! Acrescentamos o vídeo da atuação no festival e uma curiosidade: a letra da canção traduzida para muitas línguas. Como bem sabem, aprender línguas estrangeiras é bom, muito bom!


Na página da revistas Blitz, lemos isto:

“Amar pelos Dois” traduzido para 16 línguas: veja aqui

13.05.2017 às 22h22

A canção dos manos Sobral despertou curiosidade além-fronteiras. Um site tratou de traduzi-la para 16 línguas

O site Unbabel decidiu traduzir a letra de "Amar pelos Dois", que representa Portugal no Festival da Eurovisão, para várias línguas.

"A participação de Salvador Sobral, de Portugal, é uma das poucas que são cantadas na língua natal do concorrente. Quisemos que todos pudessem perceber as suas bonitas palavras. Cliquem na bandeira ao fundo do ecrã para mudar as legendas do vídeo e ver as letras. Boa sorte, Salvador!".

Veja aqui a letra de "Amar pelos Dois" em inglês, francês, alemão e muitos outros idiomas.

_________________________________________________________________


E aqui, umas palavras dele, retiradas do Diário de Notícias:

Salvador Sobral critica "mundo de música descartável" em que vivemos

"A música não é fogo-de-artifício, é sentimento", disse o vencedor do Festival Eurovisão da Canção

O cantor Salvador Sobral, que venceu no sábado o festival da Eurovisão, um feito inédito para Portugal, considerou que a "música não é fogo-de-artifício, é sentimento" e que "vivemos num mundo de música descartável", apelando para uma mudança.

"Vivemos num mundo de música descartável, de música 'fast-food' sem qualquer conteúdo. Isto pode ser uma vitória da música, das pessoas que fazem música que de facto significa alguma coisa. A música não é fogo-de-artifício, é sentimento. Vamos tentar mudar isto. É altura de trazer a música de volta, que é o que verdadeiramente interessa", disse Salvador Sobral nas primeiras declarações após a vitória no festival.

(...)

(Notícia completa no DN)


Salvador tem 27 anos (Foto: REUTERS - Valentyn Ogirenko)


sábado, 13 de maio de 2017

Amar pelos dois (Salvador Sobral)

 Animação - Ryan Woodward


A canção que representa Portugal no Festival de Eurovisão deste ano, que se celebra hoje em Kiev, na Ucrânia. Composta por Luísa Sobral e interpretada pelo irmão, Salvador Sobral. E pelos vistos está entre as favoritas. Bom, vamos lá ver...

Em baixo a versão acústica.


AMAR PELOS DOIS

Amar pelos dois
Se um dia alguém
Perguntar por mim
Diz que vivi
Para te amar

Antes de ti
Só existi
Cansado e sem nada p’ra dar
Meu bem

Ouve as minhas preces
Peço que regresses
Que me voltes a querer

Eu sei
Que não se ama sozinho
Talvez devagarinho
Possas voltar a aprender

Se o teu coração
Não quiser ceder
Não sentir paixão
Não quiser sofrer

Sem fazer planos
Do que virá depois
O meu coração
Pode amar pelos dois

Autoria: Luísa Sobral | Interpretação: Salvador Sobral






sexta-feira, 12 de maio de 2017

PixelPancho + Vihls



O que acham?








PixelPancho + Vihls
Sem título
- 2013 -

Lisboa, Santa Apolónia

Fotografias por José Fernando Vasco, Mário Neves



(Fonte: Pallas Athenea)



terça-feira, 9 de maio de 2017

Elvenses e pacenses a jogarem ao piolho


No dia 27 de abril, os amigos elvenses da Escola Secundária D. Sancho II devolveram-nos a visita que fizemos a Elvas no passado 25 de outubro. Naquela ocasião, apresentámos dois jogos tradicionais: o jogo do lenço e o jogo das vogais.

Desta vez, os portugueses trouxeram um chamado o piolho e que, pelos vistos, dizem-me, na nossa língua é chamado "el cementerio". Toda a gente sabe como jogar, mas, por causa da língua, vou dar a descrição em português (tirada de Jogos tradicionais). Também é conhecido como o jogo do mata:

Número de jogadores: No mínimo quatro jogadores.

Material: Uma bola e um sítio onde jogar.

Como se joga: Antes de começar o jogo desenham-se três linhas paralelas num terreno plano a uma distância equivalente. 
Sorteiam-se dois jogadores que vão ser os piolhos, que ficam de lado aposto fora das linhas (como demonstra a figura). Os outros jogadores devem estar dentro das linhas.
O objectivo do piolho é passar a bola ao outro piolho sem que os jogadores dentro das linhas consigam agarrar a bola, se um dos jogadores agarrar a bola troca de lugar com o piolho. Os jogadores dentro das linhas não as podem ultrapassar.

Cá estão algumas fotografias desse jogo em que todos, todos, desfrutaram imenso! E tivemos um ótimo dia de primavera: sol e céu limpo.

Até à próxima!













segunda-feira, 8 de maio de 2017

As manas Saudade (Cristina Taquelim)



Há tantas coisas para dizer da saudade e do seu significado! Para que não se esqueçam dela e pratiquem ao mesmo tempo a leitura, cá temos hoje um conto de Cristina Taquelim, grande narradora oral, de quem podem ler em baixo uma pequena biografia.

Ah, antes de começar, pelo sim pelo não, manas é uma forma popular de irmãs (e também estão os manos, claro!)


AS MANAS SAUDADE

Era uma vez 3 manas que eram só saudade.

Uma chamava-se Maria da Saudade, outra Saudade Maria e a mais nova chamava-se Saudade da Purificação.

Moravam no nº 9 do Jardim da Rampa, mas toda a gente só conhecia o Largo pelo Largo das manas Saudade.

Talvez condenadas pelo nome, tinham saudade de tudo: Saudade do que foram. Saudade do que seriam. Saudade do que deixaram. Saudade até do que ainda não tinham vivido.

Por isso guardavam objectos, lembranças, coisas preciosas e mais tarde, outras que nem por isso. Coisas que com o tempo vão deixando de ser úteis, vão deixando de ter significado. Coisas a mais.

Ter uma saudade assim também traz as suas complicações e de saudade em saudade, foram enchendo a casa de tralha, quinquilharia, trecos, tarecos, trapos. Primeiro o sótão e quando já não cabia, foram espalhando lembranças pelos corredores, pelas estantes e armários e até o quintal se foi enchendo de turgia.

Chegou uma altura em que quase não conseguiam viver com tanta saudade assim e um dia … resolveram matar as maganas das saudades.

Puseram à venda a tralha, a quinquilharia, os trecos, tarecos e trapos – esvaziaram casa e quintal e abriram o portão aos amigos: aos de sempre, aos de ontem, aos de hoje e até aos que não sendo amigos poderiam vir a ser – desafiaram-nos a estarem juntos e assim matar saudades.

Não fizeram convites pessoais para ninguém ficar triste por ter sido esquecido.

Na porta escreveram: Seja bem vindo quem vier por bem!

E muitos vieram!

Desde aquele dia, uma vez no ano, por altura da festa da aldeia, o quintal 9 abre a porta. E algo estranho acontece a pouco e pouco, todos os que na aldeia, também gostam de abrir portas e juntam-se às manas. Abrem a porta dos seus quintais, das suas casas e fazem da aldeia uma enorme sala de visitas.

Cristina Taquelim


Vocabulário (Infopédia):

tralha = 4. popular conjunto de móveis ou utensílios caseiros de pouco valor.

quinquilharia = 2.  objetos vários para diversos usos

treco = popular mal-estar; chilique (esp. "soponcio", "indisposición")

tarecos = 1. objeto velho, de pouco valor

magana= namoradeira; desenvolta; (Dicionário Priberam: Que ou quem demonstra malícia ou malandrice. = MALANDRO)


Cristina Taquelim nasceu em Lagos em 1964. Licenciou-se em Psicologia Educacional e fez Pós-Graduação em Ciências Documentais. É Mediadora de Leitura e Técnica assessora da Administração Local na Biblioteca Municipal de Beja, onde é responsável, a par dos projectos continuados de mediação da leitura, pelos programas de Narração Oral na Biblioteca, as Palavras Andarilhas e as Mil e Uma Noites Mil e uma Histórias. Figura de referência no panorama nacional, tem apresentado diversas comunicações em colóquios e congressos sobre mediação e dinamizado oficinas nesta área. Desenvolve desde 1995 actividade como narradora, tendo trabalhando com públicos de todas as idades e participado em diversos encontros em Portugal, Brasil, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Espanha e Argentina.

(Narração oral)



sexta-feira, 5 de maio de 2017

Índia Portuguesa?

Pois é, meninos e meninas, houve um Estado português da Índia. Vamos lá ver...

O Estado da Índia ou Índia Portuguesa foi um Estado ultramarino português, fundado em 1505, seis anos depois do descobrimento da rota entre Portugal e o subcontinente indiano, para servir de referência governamental para uma cadeia de fortificações, feitorias e colónias de ultramar. O primeiro Vice-Rei foi D. Francisco de Almeida, que estabeleceu seu governo em Cochim (Kochi). Os governadores subsequentes não receberam o título de Vice-rei.

Em 1530 a capital do Estado da Índia foi transferida para Goa e, antes do século XVIII, o governador português ali estabelecido exercia sua autoridade em todas as possessões portuguesas no oceano Índico, desde a monção do Cabo da Boa Esperança, a oeste, passando pelas Ilhas Molucas, Macau e Nagasaki (esta não formalmente parte dos domínios portugueses) ao leste. Em 1752, Moçambique passou a ter um governo próprio e em 1844 foi a vez dos territórios de Macau, Solor e Timor, restringindo a autoridade do governador do Estado da Índia às possessões portuguesas na costa de Malabar, permanecendo assim até 1961.

Antes da independência da Índia, ocorrida em 1947, os territórios portugueses se restringiam à Goa, Damão, Diu, e Dadrá e Nagar-Aveli. Portugal perdeu o controle efetivo dos enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli em 1954 e, finalmente, o resto dos territórios do subcontinente indiano em dezembro de 1961, quando foram tomados por uma operação militar indiana. Apesar da tomada pela Índia dos territórios portugueses no subcontinente, Portugal reconheceu oficialmente o controle indiano somente em 1975, após a Revolução dos Cravos e da queda do regime do Estado Novo.

A Índia Portuguesa durou de 1505 a 1961, tendo variações geográficas ao longo de seus mais de 4 séculos de existência.

(Wikipédia)





(Fotografia: bOrnJoE)

Meus oito anos (Casimiro de Abreu)


Como já vimos, a saudade pertence ao mundo da língua portuguesa e, deste modo, qualquer pessoa que fale português no mundo, pode dizer, como este poeta brasileiro do século XIX, "Que saudades que eu tenho..."


MEUS OITO ANOS

Oh! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
– Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor!

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias de minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberta ao peito,
– Pés descalços, braços nus –
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
– Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Casimiro de Abreu

Casimiro José Marques de Abreu (1837 - 1860) foi um poeta brasileiro da segunda geração do Romantismo.




quinta-feira, 4 de maio de 2017

Mário Viegas lê um boletim meteorológico




O que a leitura de Mário Viegas faz a um texto aparentemente neutro.


Indicações para trabalho de texto e outro material de apoio, disponíveis em http://agoragaia.blogspot.pt/



quarta-feira, 26 de abril de 2017

"Quando um astronauta se lembra do 25 de Abril"


Esta notícia foi publicada ontem, dia 25, no diário Público:


Quando um astronauta se lembra do 25 de Abril

Thomas Pesquet viaja a bordo da Estação Espacial Internacional a 28 mil quilómetros por hora, mas nem por isso se esqueceu de celebrar "a mensagem democrática" dada pela Revolução dos Cravos.

A fotografia foi tirada no dia 9 de Janeiro de 2017, mostra Portugal continental de Norte a Sul, mas o astronauta francês Thomas Pesquet fez questão de partilhá-la hoje, no dia 25 de Abril, “para celebrar a Revolução dos Cravos”. 

“Bem, não é todos os dias que se pode ver um país inteiro numa única fotografia, especialmente um país que tem tanto para oferecer como Portugal!”, escreveu Pesquet numa mensagem em inglês na rede social de fotografia Flickr. A seguir, em francês, o engenheiro da Agência Espacial Europeia (ESA), actualmente a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em ingês), explica que habitualmente costuma captar fotografias mais aproximadas de Portugal (“que tem uma bela diversidade de paisagens”). Mas “para celebrar a Revolução dos Cravos e a sua mensagem democrática, o que podia ser melhor do que uma vista geral?”

Para além da fotografia de Portugal continental de lés-a-lés, Thomas Pesquet, que deve regressar à Terra em Junho deste ano, partilhou na sua conta de Flickr e Twitter uma vista sobre Lisboa, onde o “pulmão verde” da cidade ocupa um lugar central (segundo as especificações técnicas do Flickr, esta imagem terá sido tirada no dia 5 de Fevereiro de 2017).

Thomas Pesquet ✔ @Thom_astro Lisbonne et son poumon vert: le parc forestier de Monsanto, ici symbole d’écologie #Lisboa #RevoluçãodosCravos 🇵🇹 https://flic.kr/p/Ru24X7 11:06 AM - 25 Apr 2017 · Lisbon, Portugal 804 804 Retweets 1,832


(A notícia completa, no link)



terça-feira, 25 de abril de 2017

Palavras do Capitão Salgueiro Maia naquele dia



O homem que fez finalmente possível a chamada Revolução dos Cravos, o Capitão Salgueiro Maia (Castelo de Vide, 1944 - Lisboa, 1992), disse na madrugada de 25 de Abril de 74, na parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém:

"Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!"


(Dados da Wikipédia)



Grafite do ícone da Revolução dos Cravos, Fernando José Salgueiro Maia, na parede da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa





Cartazes das comemorações do 25 de Abril deste ano



Eis uma pequena amostra de cartazes das comemorações do 25 de Abril neste ano.



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